Pular para o conteúdo

Simulação de phishing: como medir e reduzir o risco humano

Uma simulação de phishing envia e-mails falsos, mas inofensivos, para os colaboradores e mede quem clica, quem entrega a senha e quem avisa a equipe de segurança. Este guia explica como montar uma campanha, o que medir e como usar o resultado sem punir ninguém.

Equipe XPSec SecurityAtualizado em 3 min de leitura

Neste guia+
  1. Por que simular phishing
  2. Como funciona uma campanha
  3. As métricas que importam
  4. Cenários e o que evitar
  5. Simulação de phishing e LGPD
  6. Com que frequência fazer

Por que simular phishing

A maior parte dos ataques começa numa pessoa. O relatório DBIR 2024 da Verizon, um dos estudos mais citados do setor, aponta que cerca de dois terços das violações envolvem o fator humano: um clique, uma senha digitada no lugar errado, um anexo aberto.

Treinamento em vídeo ajuda pouco sozinho. A simulação mostra como as pessoas reagem de verdade, em quais áreas o risco é maior e se o treinamento está funcionando ao longo do tempo. Para entender por que esse vetor é tão explorado, leia engenharia social: por que seus colaboradores são o vetor mais explorado.

Como funciona uma campanha

  1. 1

    Aprovação e escopo

    Liderança, RH e jurídico aprovam a campanha, os públicos e os temas proibidos. A equipe de TI libera o envio nos filtros de e-mail para os testes chegarem.

  2. 2

    Cenários

    Mensagens plausíveis para a realidade da empresa: aviso de senha expirando, documento compartilhado, boleto, entrega pendente, convite de reunião.

  3. 3

    Envio escalonado

    Os e-mails saem em lotes e horários diferentes para evitar que um colega avise o outro e distorça o resultado.

  4. 4

    Momento de aprendizado

    Quem clica vê na hora uma página explicando os sinais que deveria ter notado. É o momento em que a lição mais fica.

  5. 5

    Relatório

    Resultados por área, por cenário e comparados com campanhas anteriores, com recomendação de treinamento.

As métricas que importam

Métricas de uma campanha de phishing e o que cada uma indica
MétricaO que mostraObservação
Taxa de cliqueQuantos abriram o linkA mais citada, mas sozinha diz pouco
Envio de credenciaisQuantos digitaram usuário e senhaÉ o que de fato daria acesso ao atacante
Taxa de reporteQuantos avisaram a segurançaA métrica mais importante: mede a defesa ativa
Tempo até o primeiro reporteQuão rápido a empresa reageNum ataque real, define quanto estrago dá para evitar
ReincidênciaQuem cai em mais de uma campanhaAponta onde concentrar treinamento

Cenários e o que evitar

Bons cenários imitam o que atacantes realmente usam contra empresas brasileiras: falso aviso do Microsoft 365, boleto ou nota fiscal, falso alerta do banco, QR code em PDF (o chamado quishing) e falso contato de fornecedor.

  • Evite temas que machucam: bônus, demissão, saúde, benefícios. Geram desconfiança na empresa e prejudicam o programa.
  • Não exponha nomes: o relatório para a liderança mostra áreas e tendências, sem listar quem errou.
  • Não puna: punição faz as pessoas esconderem erros, o oposto do que você quer num incidente real.

Simulação de phishing e LGPD

A campanha trata dados pessoais dos colaboradores (e-mail, nome, área e o comportamento registrado). A base legal costuma ser o legítimo interesse da empresa em proteger seus sistemas, mas isso exige cuidados: coletar só o necessário, restringir quem vê os resultados individuais, definir por quanto tempo guardar e informar os colaboradores, normalmente na política de segurança.

Senhas digitadas nas páginas falsas nunca devem ser armazenadas. O registro é apenas de que houve o envio.

Com que frequência fazer

Uma campanha isolada mostra uma foto. O valor aparece na comparação: a mesma empresa, em campanhas ao longo do ano, com o reporte subindo e o envio de credenciais caindo. Quem está começando costuma partir de uma campanha anual, com resultado por área, e ir aumentando a frequência conforme o programa amadurece.

Perguntas frequentes

Se a sua dúvida não estiver aqui, pergunte direto para a equipe.

Enviar uma pergunta
Simulação de phishing é legal?

Sim, quando aprovada pela empresa e feita com cuidado com dados pessoais. Os e-mails partem de infraestrutura controlada e nenhuma senha digitada é armazenada.

Os colaboradores precisam saber da campanha?

Precisam saber que a empresa faz simulações, normalmente pela política de segurança. Data e conteúdo de cada campanha não são anunciados, senão o teste perde o valor.

Qual é uma boa taxa de clique?

Varia muito com o cenário. Mais útil que perseguir um número absoluto é acompanhar a evolução: menos credenciais enviadas e mais reportes a cada campanha.

O que fazer com quem clica?

Mostrar na hora o que deixou passar e oferecer um treinamento curto. Punir faz as pessoas esconderem erros, e num ataque real o que você mais quer é que elas avisem.

Peça uma proposta

Conte o que precisa proteger. Em até 24 horas úteis você recebe uma proposta com preço fechado. A primeira conversa não tem custo.

Pedir proposta

Prefere conversar antes? Agende uma reunião ou escreva para info@xpsecsecurity.io.