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Gestão de superfície de ataque: o que é e como funciona

A superfície de ataque é tudo o que a empresa expõe e que alguém de fora pode tentar usar para entrar: domínios, servidores, aplicações, serviços na nuvem e credenciais. Gestão de superfície de ataque (ASM) é descobrir esses ativos continuamente e saber quais estão em risco.

Equipe XPSec SecurityAtualizado em 3 min de leitura

Neste guia+
  1. O que é superfície de ataque
  2. O que entra na superfície de ataque
  3. Como os ativos são descobertos
  4. ASM, EASM e gestão de vulnerabilidades
  5. Como priorizar o que aparece
  6. Como começar

O que é superfície de ataque

Pense em tudo que um atacante consegue ver da internet sem nenhum acesso interno. Isso inclui o site e o e-mail, mas também o subdomínio de homologação que alguém publicou e esqueceu, o painel de um sistema antigo, a porta de banco de dados aberta por engano e o serviço de nuvem contratado direto por uma área de negócio.

O risco costuma estar justamente no que a TI não conhece. Por isso o primeiro passo da gestão de superfície de ataque é descobrir o que existe; testar vem depois.

O que entra na superfície de ataque

  • Domínios e subdomínios, incluindo os de campanhas e ambientes de teste.
  • Endereços IP e os serviços que respondem neles (web, VPN, acesso remoto, bancos de dados).
  • Certificados digitais, que revelam nomes de sistemas e datas de vencimento.
  • Aplicações web e APIs públicas.
  • Recursos de nuvem expostos, como armazenamento de arquivos e máquinas com IP público.
  • Credenciais de funcionários vazadas, que abrem a porta sem precisar de falha técnica.
  • Shadow IT: sistemas contratados ou publicados sem passar pela TI.

Como os ativos são descobertos

As ferramentas de ASM fazem o que um atacante faz no reconhecimento, só que de forma contínua e organizada:

  1. 1

    DNS e registros de domínio

    Enumeração de subdomínios e de domínios ligados à mesma empresa.

  2. 2

    Certificate Transparency

    Todo certificado HTTPS emitido é registrado em logs públicos, o que revela nomes de sistemas que ninguém divulgou.

  3. 3

    Faixas de IP e ASN

    Os blocos de endereços registrados em nome da empresa e o que roda neles.

  4. 4

    Varredura de serviços

    Portas abertas, versões de software, tecnologias e capturas de tela de cada página encontrada.

  5. 5

    Fontes de vazamento

    Credenciais e dados da empresa circulando em fóruns e canais.

ASM, EASM e gestão de vulnerabilidades

Diferença entre ASM, EASM e gestão de vulnerabilidades
RespondePonto de partida
ASMO que eu tenho exposto e o que mudou?Descoberta contínua de ativos
EASMO mesmo, olhando só de fora, como um atacanteInternet, sem acesso interno
Gestão de vulnerabilidadesQuais falhas existem nos ativos que eu conheço?Um inventário já existente

Uma alimenta a outra. A gestão de vulnerabilidades só cobre o que está no inventário; o ASM traz para o inventário o que estava escondido. Leia mais em EASM: por que sua superfície de ataque é maior do que você pensa.

Como priorizar o que aparece

A primeira descoberta costuma assustar pelo volume. A priorização que funciona olha três coisas juntas:

  • Exposição: o ativo está acessível de qualquer lugar da internet?
  • Falha conhecida ou credencial vazada: existe um caminho conhecido para entrar?
  • Importância: o que há atrás dele? Dados de clientes, sistemas financeiros, acesso à rede interna?

Um painel administrativo exposto, com versão vulnerável, num sistema que guarda dados de clientes vem antes de qualquer outra coisa.

Como começar

  1. 1

    Liste o ponto de partida

    Domínios principais, faixas de IP conhecidas e contas de nuvem.

  2. 2

    Faça a primeira descoberta

    Compare o resultado com o inventário da TI. A diferença é o seu shadow IT.

  3. 3

    Defina donos

    Cada ativo precisa de um responsável que decida corrigir, proteger ou desligar.

  4. 4

    Acompanhe as mudanças

    O valor do ASM aparece quando ele avisa que algo novo surgiu.

Para testar a fundo o que for encontrado, o passo seguinte é um pentest.

Perguntas frequentes

Se a sua dúvida não estiver aqui, pergunte direto para a equipe.

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Qual a diferença entre ASM e pentest?

O ASM descobre e acompanha continuamente o que a empresa expõe. O pentest testa a fundo, à mão, um escopo definido. O ASM aponta onde olhar; o pentest prova o que dá para fazer ali.

O que é shadow IT?

Sistemas, serviços e contas criados sem passar pela TI, como uma ferramenta contratada por uma área ou um ambiente de teste publicado por um fornecedor. Como ninguém da segurança sabe que existem, ninguém os protege.

A descoberta de ativos é invasiva?

Não. A descoberta usa fontes públicas e varreduras leves, semelhantes às que atacantes e mecanismos de busca fazem o tempo todo.

Com que frequência a superfície muda?

Em empresas que lançam produtos e contratam serviços com frequência, toda semana. Por isso a gestão precisa ser contínua.

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