
Pentest em Cloud: como testar segurança em AWS, Azure e GCP
Migrar para a nuvem não elimina vulnerabilidades, muda onde elas estão. Entenda os riscos específicos de ambientes cloud e como um pentest os avalia.
A superfície de ataque é tudo o que a empresa expõe e que alguém de fora pode tentar usar para entrar: domínios, servidores, aplicações, serviços na nuvem e credenciais. Gestão de superfície de ataque (ASM) é descobrir esses ativos continuamente e saber quais estão em risco.
Equipe XPSec SecurityAtualizado em 3 min de leitura
Pense em tudo que um atacante consegue ver da internet sem nenhum acesso interno. Isso inclui o site e o e-mail, mas também o subdomínio de homologação que alguém publicou e esqueceu, o painel de um sistema antigo, a porta de banco de dados aberta por engano e o serviço de nuvem contratado direto por uma área de negócio.
O risco costuma estar justamente no que a TI não conhece. Por isso o primeiro passo da gestão de superfície de ataque é descobrir o que existe; testar vem depois.
As ferramentas de ASM fazem o que um atacante faz no reconhecimento, só que de forma contínua e organizada:
Enumeração de subdomínios e de domínios ligados à mesma empresa.
Todo certificado HTTPS emitido é registrado em logs públicos, o que revela nomes de sistemas que ninguém divulgou.
Os blocos de endereços registrados em nome da empresa e o que roda neles.
Portas abertas, versões de software, tecnologias e capturas de tela de cada página encontrada.
Credenciais e dados da empresa circulando em fóruns e canais.
| Responde | Ponto de partida | |
|---|---|---|
| ASM | O que eu tenho exposto e o que mudou? | Descoberta contínua de ativos |
| EASM | O mesmo, olhando só de fora, como um atacante | Internet, sem acesso interno |
| Gestão de vulnerabilidades | Quais falhas existem nos ativos que eu conheço? | Um inventário já existente |
Uma alimenta a outra. A gestão de vulnerabilidades só cobre o que está no inventário; o ASM traz para o inventário o que estava escondido. Leia mais em EASM: por que sua superfície de ataque é maior do que você pensa.
A primeira descoberta costuma assustar pelo volume. A priorização que funciona olha três coisas juntas:
Um painel administrativo exposto, com versão vulnerável, num sistema que guarda dados de clientes vem antes de qualquer outra coisa.
Domínios principais, faixas de IP conhecidas e contas de nuvem.
Compare o resultado com o inventário da TI. A diferença é o seu shadow IT.
Cada ativo precisa de um responsável que decida corrigir, proteger ou desligar.
O valor do ASM aparece quando ele avisa que algo novo surgiu.
Para testar a fundo o que for encontrado, o passo seguinte é um pentest.
Se a sua dúvida não estiver aqui, pergunte direto para a equipe.
Enviar uma perguntaO ASM descobre e acompanha continuamente o que a empresa expõe. O pentest testa a fundo, à mão, um escopo definido. O ASM aponta onde olhar; o pentest prova o que dá para fazer ali.
Sistemas, serviços e contas criados sem passar pela TI, como uma ferramenta contratada por uma área ou um ambiente de teste publicado por um fornecedor. Como ninguém da segurança sabe que existem, ninguém os protege.
Não. A descoberta usa fontes públicas e varreduras leves, semelhantes às que atacantes e mecanismos de busca fazem o tempo todo.
Em empresas que lançam produtos e contratam serviços com frequência, toda semana. Por isso a gestão precisa ser contínua.

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